MJS Freelancer

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Quinta-feira, 31 de Maio de 2012

Ser açoriano



Maria da Graça Câmara disse “P’ra se ser açoriano é preciso aqui nascer ou então viver a vida p’ra saber aqui morrer”.

Ser açoriano é, no fundo, vencer barreiras, dourar as fraquezas e fazê-las forças e, acima de tudo, ser devoto do Divino Espírito Santo.

 

A açorianidade, o sentimento de pertença a esta terra tão única, vai para além do território insular.

 

Por todo o mundo, onde quer que os açorianos estejam fixados, este sentimento está tão vivo como aqui.


Basta para isso recordarmos as grandes festividades de culto ao Divino Espírito Santo que se realizam em Fall River, nos Estados Unidos da América e que juntam milhares de devotos. Quer por fé, quer apenas por cultura popular, em todas as comunidades açorianas sempre que haja Açorianos está presente a festividade e celebração do culto ao Divino Espírito Santo.

Como forma de exaltação da açorianidade foi instituído em 1980 o Dia dos Açores, exactamente para a segunda-feira de Espírito Santo, ou seja da maior celebração religiosa e cívica dos Açores.

As comemorações da autonomia destes “estranhos e simpáticos loucos” (Azevedo, José, in Postal de Viagem) assinalam aquele que é o nosso dia, num dia de festa, amizade, confraternização e unidade.

É o dia do reconhecimento àqueles e àquelas que, individual ou institucionalmente, tudo dão para construir e formar uma Região mais coesa, mais unida, mais rica.

Em dia de celebração dos Açores e da Autonomia, a unidade e a concórdia devem imperar, todavia, este ano, com as comemorações a decorrerem em São Miguel, um incidente protocolar originou uma troca de acusações entre o presidente do Governo Regional e a líder regional social-democrata.

Uma situação a nosso ver lamentável, evitável e desprestigiosa do momento que se pretendia comemorar.

Este é um dia em que devemos pensar em consciência sobre as nossas origens, sobre as nossas raízes, não é um dia para tête-a-têtes…

A autonomia trouxe-nos mais valias imensas e, a verdade é que o arquipélago dos Açores, perdido no meio do oceano Atlântico, está melhor desde que foi instituída a autonomia que, recorde-se, não é um processo finito.

A autonomia é algo que se constrói dia após dias, semana após semana, mês após mês, ano após anos e que depende de todos nós, de Santa Maria ao Corvo, passando pela diáspora.

Ser açoriano, a autonomia está em cada um de nós.


Quinta-feira, 24 de Maio de 2012

Ensino vs Obra





No espaço de uma semana, entre a edição do dia 18 e esta que vos chega a 25 de Maio, o Faial registou dois acontecimentos importantes na área da educação.

Primeiro tivemos o lançamento da primeira pedra da Creche dos Flamengos do Centro Comunitário do Divino Espírito Santo.  

Com um investimento global de 1 248 mil euros, esta creche tem capacidade para acolher cerca de 80 crianças e tem por objectivo aumentar a capacidade de resposta à procura existente, nomeadamente no que à educação pré-escolar diz respeito.

Mais do que discutir a freguesia onde ficará instalada, importa ter em mente que o Faial fica assim com mais uma unidade para acolher as nossas crianças, isto numa altura em que as listas de espera ultrapassam as 200 crianças.

Dias depois Cláudia Cardoso esteve no Faial para o lançamento da primeira pedra da empreitada de grande reparação da Escola Básica Integrada, um investimento de 7,2 milhões de euros, que deverá estar concluído em Maio de 2014 e terá capacidade para 700 alunos.

Duas obras importantes para o Faial que permitirão melhorar as condições em que as gerações mais novas e vindouras se formam para a vida.

Importa sim que não sejam obras a cair no esquecimento, isto é, cujas primeiras pedras são lançadas com pompa e circunstância, mas a concretização da obra em si seja “um parto difícil”.

É certo que estamos em vésperas de eleições e que cada um quer “puxar a brasa à sua sardinha”, mas não nos deixemos cair em sensacionalismos e preciosismos.

Importa não fazer uma gestão eleitoralista dos investimentos, nem ter dois pesos e duas medidas.

Pensemos de forma clara: é bom para o Faial? Vai melhorar a nossa qualidade de vida? Se a resposta é evidente, então é altura de arregaçar mangas e trabalhar.

Esta não é uma altura para estar de costas voltadas nem tão pouco para se alimentarem tricas, é sim altura unir esforços por esta terra. É altura de reivindicar tudo a que o Faial tem direito.

Os nossos políticos têm que se unir na defesa da nossa terra e nós cidadãos, temos que avaliar conscientemente o que se está a passar à nossa volta.

É o ideal? É o possível? É isto que queremos para o Faial? Estamos no rumo certo? Precisamos mudar?

Essa reflexão, com ou sem primeiras pedras, tem que ser feita por cada um de nós individualmente, mais uma vez, conscientemente, para, em Outubro próximo, podermos dar o mote no momento do escrutínio final.

Por agora, vamos “fazer figas” para que os nossos projectos, há muito acalentados e adormecidos, tomem forma e se tornem realidade. 

Quinta-feira, 17 de Maio de 2012

Eventos

As duas últimas semanas foram de grande alvoroço pelas redacções dos Orgãos de Comunicação Social do Faial.
Na mesma semana, em dias coincidentes, tivemos uma série de eventos de âmbito regional e mesmo internacional a decorrer na Horta.
Entre nós grandes nomes da ciência e do mar no Fórum Roosevelt, fórum que teve a particularidade de debater uma temática que se afigura cada vez mais pertinente para a vida de cada um de nós faialense, açoriano e português acima de tudo. 
Tivemos as comemorações do Dia Mundial da Dança que levou largas centenas de pessoas ao Pavilhão da Horta. 
Na biblioteca decorreu o colóquio sobre envelhecimento activo cujas conclusões poderão ser as ferramentas para melhorar as condições de vida dos mais idosos. 
Tivemos o Festival de Sopas, a actuação dos NAIFA, Rali, a Semana Cultural da União Faialense, o Encontro do Fado. Ah, sem esquecer que já começaram pelas freguesias, as comemorações em honra do Divino Espirito Santo, com os impérios. 
Enfim... uma panóplia de actividades que vem contrariar o dito popular de que “no Faial não se passa nada”. 
Pena é, em nosso entender, que não haja uma gestão concertada destas agendas para que se evitem fins-de-semana de autêntica correria em que a população não sabe para onde se virar e outros em que “não se passa nada”. 
Sem querermos parecer o “advogado do diabo”, “se faz é porque faz e se não se faz é porque não faz”, e porque somos defensores acérrimos de que o Faial, a Horta, se deve posicionar nos lugares cimeiros da corrida ao chamado turismo de congresso que, sobretudo na época baixa, dá dinâmica a outras cidades, queremos alertar para este facto.
Importa que as entidades, uma vez mais, unam sinergias, troquem informação, ou quiçá, aproveitem a agenda do município, que já existe e todos os meses é distribuída, ou, num cenário mais radical, criem uma delegação, gabinete ou nomeiem alguém, que se ocupe dos eventos locais e também de âmbito regional, nacional e internacional, a acontecer na Horta.
A isso acontecer, quer as instituições locais, quer os potenciais dinamizadores do exterior, poderiam canalizar um número mais significativo de eventos para o Faial e com isto, dar outro colorido à nossa economia. 
Vamos pensar nisto?

Produtos locais


Os produtos da terra são mais saborosos do que os produtos importados.
Por vezes não são tão bonitos porque são genuínos e não manipulados para “encherem o olho”, mas, por incrível que pareça, também são mais caros... e que diferença!
No nosso habitual passeio matinal de sábado pelo Mercado Municipal da Horta, que, diga-se em abono da verdade, precisa de uma “lavagem” (leia-se uma mudança), demos conta que os produtos lá disponibilizados são muito mais caros do que os produtos das mercearias e da grande superfície cá existente.
Questionámos uma das vendedoras sobre este facto, que prontamente nos respondeu “Estes são da terra”.
Como diz o outro, “enfiámos a viola no saco” e continuámos no meu passeio sem que esta resposta nos saísse da ideia.
Posteriormente tivemos oportunidade de conversar com um produtor que nos disse ficar surpreendido por ver os produtos por si vendidos para revenda no mercado terem, em alguns casos, o triplo do preço.
Ora bem, isto não pode ser!
Se queremos diminuir as importações e dinamizar o nosso comércio e os nossos produtores temos que ser competitivos e ser competitivos não implica só, com o cenário de crise que nos atormenta a todos, ter o produto mais saboroso. É preciso também baixarmos o preço de venda ao público.
Os produtores, bem como os pequenos comerciantes, têm que começar a delinear estratégias de marketing e de produção mais eficientes. Temos noção de que não é tarefa fácil, custa dinheiro, mas é necessário, a bem da sobrevivência de todos.
Se queremos ter gente no mercado, se queremos que as pessoas gastem dinheiro no comércio tradicional temos que o tornar apetecível e isso faz-se acompanhando a evolução dos tempos.
Não podemos ir comprar ovos caseiros ao dobro do preço dos ovos de aviário. Não podemos comprar legumes mais caros no hiper do que no mercado.
Há que repensar estes modelos de comercialização. A bem de todos!

Venham mais cem!


Venham mais cem! É com este espírito que devemos todos nós enquanto cidadãos activos desta terra, olhar para as instituições que comemoram cem anos. 
Cem anos de portas abertas, cem anos a ajudar o próximo, cem anos a fomentar a cultura...
Neste ano de 2012 comemorámos os cem anos da empresa Costa e Martins, empresa cujo percurso influenciou a nossa ilha e as nossas famílias, ou não tivesse sido uma das empresas motores da indústria baleeira nos Açores. 
Mais recentemente a Euterpe de Castelo Branco soprou cem velas. Um marco na nossa cultura, uma escola para os nossos jovens, um núcleo agregador de pessoas e para pessoas. 
Esta semana foi a vez da Associação Humanitária de Bombeiros Faialenses a quem não podemos deixar de endereçar um voto especial. 
“Vida por vida”! Um lema que nos dá muito que pensar e que temos que enaltecer nesta coluna.
Felizmente por cá não temos sinistros de gravidade tal que vitimem Soldados da Paz no exercício das suas funções mas, não é por isso que os nossos bombeiros deixam de merecer a homenagem que lhes é devida fazer, afinal de contas, muitos foram
 aqueles que, de forma voluntária e muitas vezes com abnegação e sacrifício, tudo fizeram para salvar pessoas e bens, arriscando a sua própria vida.
Há que louvar os cem anos de história dos bombeiros faialenses. Uma história cheia de momentos heróicos só possível de escrever nos pergaminhos da história desta terra graças aos bombeiros, aos homens que em todos os momentos dignificaram e continuam a dignificar a instituição e o seu compromisso em prol dos outros. 
Temos todos que agradecer. Que olhar com olhos de ver para os bombeiros do Faial. Subscrevendo as palavras do seu comandante, façamo-nos todos sócios desta associação e contribuamos para que todos os dias possamos ter alguém atento e alguém pronto a socorrer quem mais precisa.
Obrigado a todos aqueles que ao longo de cem anos, de um século, deram de si!

Quinta-feira, 19 de Abril de 2012

Dez anos




O Tribuna das Ilhas assinala hoje, 19 de Abril, o seu 10.º aniversário.

Dez anos na vida dos nossos leitores, dez anos a noticiar as nossas ilhas, dez anos a informar, dez anos a tentar contribuir para o desenvolvimento da nossa terra e das nossas gentes.

Dez anos a fazer história...

Este aniversário teve, todavia, um sabor amargo. Não relacionado com o facto de todos os dias se falar da crise da imprensa, não por estarmos, dia após dia, edição após edição, a lutar contra a crise.

Sim, porque isso preocupa-nos mas não nos desarma... não vamos sucumbir perante artigos na imprensa internacional sobre a crise da imprensa, encerramento de jornais, despedimento de jornalistas, diminuição de tiragens...

Aliás, consideramos que o jornalismo é um bem público, que deveria ser considerado da mesma forma como se considera a educação, saúde pública, o transporte, entre outros.

Foi um aniversário amargo porque vimos partir uma pedra basilar deste jornal.

Falamos do Professor Fernando Manuel Melo, picoense de berço, mas faialense de coração.

Homem do ensino, da literatura e do jornalismo, foi um dos fundadores da cooperativa cultural IAIC e do semanário Tribuna das Ilhas.

O seu gosto pelas palavras manifestou-se cedo e acompanhou-o ao longo de toda a sua vida.

Publicou alguns trabalhos literários em jornais locais, principalmente poesia, e é autor de dois livros. O primeiro “Fragmentos da Memória”, foi publicado em 1993.

Seguiu-se “A prenda de Natal e outras histórias”, 10 anos depois. Antes de adoecer estava a trabalhar numa terceira publicação que, por diversas vezes nos confidenciou, “é algo que tenho que fazer antes de fazer 80 anos”.

Infelizmente, partiu antes de conseguir completar essa missiva...

Não podemos deixar de lembrar hoje, nesta nossa coluna, anos a fio protagonizada pelos seus escritos, este homem que grande contributo deu ao jornalismo açoriano.

Actualmente era editor no Tribuna das Ilhas e um acérrimo e convicto defensor da imprensa local, a sua partida deixa, indubitavelmente, mais pobre o jornalismo açoriano e o jornalismo faialense.

Era notável  a sua persistência e capacidade de lutar pelas coisas em que verdadeiramente acreditava.

“Deus só leva os que ama”, assim escreveu o poeta... é um momento de dor, de perda, de vazio... e, para que seja mais fácil enganarmo-nos pela sua ausência, vamos pensar que ele está sempre ali a ouvir no nosso imaginário as coisas que, sabiamente nos dizia.

Não vamos chorar a sua partida porque, conhecendo um pouco das suas ideologias temos a certeza de que não quereria que o chorássemos com a certeza da partida, mas com a alegria de quem estará sempre presente.

Vamos ainda, e em jeito de homenagem, levar por diante esta nossa missão de dar à estampa, semana após semana, as nossas páginas, prosseguindo um sonho que também era dele.

Obrigado Professor Fernando Melo e até sempre.

Quarta-feira, 28 de Março de 2012

Jardim de Alfazema, de Jude Deveraux


Pela primeira vez li um romance de Jude Deveraux e, diga-se em abono da verdade a autora tem o dom de contar histórias e utiliza uma narrativa deveras cativante que desperta toda a nossa atenção, da primeira à última página.
Uma edição da Quinta Essência.
Jardim de Alfazema conta a história de uma jovem – Jocelyn – órfã de mãe que vive no seu mundo. Seu pai refez a sua vida e do novo casamento nasceram duas meias-irmãs com quem Joce não se identifica.
Joce tinha apenas cinco anos quando a mãe morreu e, quando o pai volta a casar, a criança sente-se mais só do que nunca - até que conhece Edilean Harcourt que, apesar de já não ser uma jovem, compreende Joce melhor que ninguém.
Jocely herda uma mansão histórica e as chaves para decifrar um mistério. Será que o amor também faz parte de tão surpreendente legado?
Um livro repleto de emoções onde os nossos sentidos estão à espreita e são postos à prova com um delicioso cheiro a alfazema.
Jardim de Alfazema fala ainda de Miss Edi, uma senhora que ajuda uma adolescente solitária crescer, proporcionando-lhe uma vida de afecto e cultura. Quando Miss Edi morre deixa a Jocelyn todos os seus bens, incluindo uma mansão histórica na cidade onde nasceu e uma carta com pistas para a jovem decifrar um mistério que remonta a 1941.
Na carta, Miss Edi também revela que encontrou o homem perfeito para Joce, um jovem advogado.
Jocelyn deixa a sua vida e muda para Edilean pronta a dar novo rumo à sua vida. Mas quando se vê com uma mansão que precisa de manutenção urgente e ela não tem dinheiro para a sua reparação, sente-se perdida.
Em Edilean, todos conhecem a história da jovem e já delinearam o seu futuro, incluindo o homem com quem se deverá casar.
Acontece, porém, que Joce tem as suas próprias ideias acerca do homem que terá de conquistar o seu coração e o que fazer aos segredos que ninguém quer ver divulgados. Mas, quando estes lhe revelam parte da sua história, o certo é que a vida parece ganhar uma nova cor…
Em Jardim de Alfazema, Jude Deveraux retrata as paixões, as intrigas e os segredos de uma pequena cidade, as cartas de Miss Edi são uma verdadeira viagem no tempo até à história da Guerra das Rosas e da II Guerra Mundial.

Terça-feira, 27 de Março de 2012

Bacalhau escondido

Hoje o almoço foi um bacalhau escondido! Sim escondido mesmo. Era pouco! 
Refogado o bacalhau, misturei lhe dois papo secos duros para caramba demolhados em leite, sal e pimenta.
Foi ao pirex. 
Achei muito triste...
Tinha um resto de berbigão, levei um bechamel ao lume, com berbigão, salsa, azeitonas, cogumelos e umas especiarias e voilá!
Pus por cima e o resultado foi este.
Muito bom!
Restinhos??? não! Delícias

Quarta-feira, 21 de Março de 2012

Farfale di ham avec cheese

Algo preparado já há uns dias com a minha filhota!
Massa lacinhos com fiambre de frango e queijo!
Simples, rápido de fazer e saboroso!

Lasanha à la Marrie




Hoje o almoçinho foi lasanha à minha moda.
Andei a ver várias receitas e depois lá foi.
Estava divina!

Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2012

O Lírio vermelho - Trilogia do Jardim III - Nora Roberts



Como sempre começo a ler as Trilogias da Nora Roberts ao contrário… numa viagem a São Miguel em trabalho comprei um livro da Nora Roberts “Lírio Vermelho” da Trilogia do Jardim parte III.

Com as frequências da Universidade a apertar ainda não tinha conseguido acabar o livro mas, torturas findas, hora de relaxar e ler “baboseiras”.

Assim foi…


Comecei sexta-feira e terminei ontem esta livro e, verdade seja, já sei que livro vou comprar para ler nas relaxantes férias do verão… Será certamente ou a Dália Azul ou a Rosa Negra da restante trilogia.

Um romance muito caricato e diferente de todos os outros que li desta autora…. Macabro até… daqueles que, no final nos deixam sem dormir. Pelo menos a mim.

Hayley procura em Memphis um novo começo para si e para a sua filha. Aí encontra um lar e grandes amizades, incluindo Harper, que se torna mais do que um amigo…

Mas Hayley receia ceder ao desejo, pois suspeita que os sentimentos que nutre não são só seus...

Imagens do passado e um comportamento imprevisível levam-na a acreditar que a Noiva Harper se introduziu na sua mente e no seu corpo.

Lemos a uma descrição pormenorizada de Amélia a entrar no espírito e corpo de Hayley.

Uma possessão quase demoníaca que todos procuram perceber.

Afinal, a Noiva só queria descansar em paz.

Sábado, 19 de Novembro de 2011

Arriaga eternizado na sua terra



Foi hoje devolvida à cidade da Horta, ao Faial e aos Açores, a memória requalificada e vivificada de Manuel de Arriaga.
A Quinta do Arco, residência permanente da família de Manuel de Arriaga e onde a ilustre figura faialense viveu a sua juventude até partir para Coimbra em 1861 é agora a Casa/Museu Manuel de Arriaga

CITO AQUI CARLOS CÉSAR

"Manuel de Arriaga foi um homem que se evidenciou pela sua integridade política, pela convicção com que defendeu os seus ideais e pela vontade de transformar o país numa sociedade mais justa, mais instruída e mais desenvolvida. Por isso, bem podemos dizer que Manuel de Arriaga é um daqueles que serviram e servem de referência às gerações que se lhes seguiram. O programa museológico adoptado para este equipamento parte, exactamente, da extrapolação desse perfil para uma reinterpretação à luz dos desafios políticos e éticos actuais. Desafios daqueles tempos, do nosso tempo e, afinal, de todos os tempos.

Tal como outros, antes e depois, Manuel de Arriaga é um dos contribuintes para o património indelével da doação açoriana à cultura portuguesa e universal. É natural, pois, que o celebremos e o façamos de forma durável.

 Homens como ele estão ainda mais expostos a enfrentar dissabores e grandes contrariedades ao longo da vida. Mesmo entre os seus e na sua terra natal. E assim aconteceu. Um deles, muito provavelmente neste meio, quando afirmou as suas convicções republicanas, ainda durante o regime monárquico: o seu pai, patriarca de uma família aristocrática faialense e miguelista convicto, não aceitando as opções político-ideológicas do filho, cortou relações com ele e rejeitou-o. Manuel de Arriaga carregou esse revés afectivo e foi trabalhar para sobreviver e concluir a sua formação universitária.

Em Coimbra, no meio académico, revelou os seus dotes oratórios e a sua capacidade argumentativa participando em tertúlias filosóficas e políticas, onde se encontravam, entre outras personalidades, também dois dos maiores intelectuais açorianos da sua geração – Antero de Quental e Teófilo Braga. Aí terá optado pelo republicanismo democrático, sem aderir aos radicalismos, rejeitando o anticlericalismo e o jacobinismo.

Homem de acção, organizou comícios e participou em manifestações. Pelo facto de ter liderado uma delas, por ocasião do Ultimato Inglês, contra a submissão do governo aos interesses estrangeiros, foi preso num navio, em conjunto com Jacinto Nunes, até ser amnistiado."


Quinta-feira, 17 de Novembro de 2011

Traduções



Pois é... esqueci-me de referir...
Também tenho trabalhado na área das traduções. 
A última, e um dos maiores projectos foi a do site Lab Jovem.


http://2011.labjovem.pt/





Desactualização versus falta de tempo



A falta de tempo, sim aquela desculpa que parece a mais rasca de todas, tem tido consequências neste pequeno espaço...
Não tenho tido tempo para actualizar o blog.
Todas as vezes prometo que vou tentar cumprir mas a verdade é que...não consigo.
Ano passado iniciei uma licenciatura em línguas aplicadas na Universidade Aberta e, por entre a construção de uma casa nova, o trabalho e a famelga, o tempo que resta para cá vir é pouco.
Efectivamente tenho produzido bastante.
O primeiro ano do curso está feito, a média e agradável - 15. E o segundo ano, por entre um turbilhão de acontecimentos lá está a correr.

Em termos de projectos...

Não esquecer claro o Tribuna das Ilhas... www.tribunadasilhas.pt

Beijos e abraços a todos



Sexta-feira, 24 de Setembro de 2010

Teimam em bater palmas quando o avião aterra...



O facto de vivermos nas ilhas implica que para grandes deslocações tenhamos que apanhar o avião.
Lembro-me das primeiras vezes que andei no ar, que era uma adrenalina que começava já na noite anterior. Chegar ao aeroporto era uma alegria e depois de estar sentada no avião, ah isso não se fala... Pensar em chegar ao destino e ver os amigos e familiares era algo mágico... mas tinha eu uns 5 anos...
Ainda me recordo que, numa dessas primeiras viagens, as pessoas batiam palmas efusivamente quando o avião aterrava. Não percebia bem porquê?! Mas lá está... era uma criança...
Agora, o que eu continuo sem perceber, é porquê isso hoje em dia ainda acontece?
Sinceramente?!?!
Vou contar o que se passou hoje...
Sai da Horta rumo à Graciosa mas, como vivemos nas "ilhas de baixo" estou presa na Terceira, de onde escrevo este post, das 11h30 às 16h00... e como tempo não me falta...
Já na Horta o aeroporto estava "infestado" de "moscas de verão", mas daqueles da terceira idade e continentais.
Desculpem-me lá, não tenho nada contra pessoas mais velhas - aliás, respeito-as muito - nem contra pessoas do Continente, da China, de Angola ou sejá lá de onde for - mas estas pessoas que viajam em grupo e com estas características são pessoas muito mal educadas.
Na fila do check-in só se ouvia a Guia do Grupo aos gritos a berrar por toda a gente. Meu Deus... cadê o bom senso? Isto é um insulto a quem está a desempenhar as suas funções. As meninas da Sata estavam perplexas com tudo isto. É de conhecimento geral, vai viajar, prepara a identificação. Não cabe na cabeça de ninguém estar um guia aos berros a pedir os BI's.
À descida para a sala de embarque pareciam corredores da maratona. Não vá a sala sair do lugar...
Pior ainda, querem levar mil e um sacos na bagagem de mão e não aceitam as justificações do pessoal da segurança.
Hoje vi idosos extremamente mal educados, a responderem mal e porcamente às pessoas que até estavam de sorriso posto a fazer a vistoria aos passageiros.
Isto não pode ser? e depois queixam-se de que os funcionários são mal-educados?
Era o que apetecia, mandá-los para outro lado. Sinceramente.
Mas, à frente... chamada para embarque. Tudo em fila, começam os velhotes a passar à frente... passa um, passam dois, três e por ai adiante. Os restantes passageiros trocam olhares estupefactos mas lá vão dando o desconto...
Dentro do avião, a mesma coisa... chamam as hospedeiras por tudo e por nada, falam alto da frente para a traseira do avião e os outros que se lixem.
Como se não bastasse... o tempo tá óptimo, não há "pisca" de vento, como se diz por cá. O avião chega ao destino e aterra suavemente e as criaturas... plac plac plac toca de bater palmas e assobiar.
Poupem-me! Isto não é de gente doida?!

Quinta-feira, 23 de Setembro de 2010

Ter filhos na escola é mais caro...o aviso é que veio tarde



O tempo é de crise todos nós sabemos.
Os ordenados não sobem mas os bens de primeira necessidade não param de aumentar.
Os combustíveis todas as semanas sofrem alterações, o pão, o leite, a fruta estão como nunca estiveram.
Contenção é a palavra que mais se ouve em todo o país, e já não me refiro somente aos Açores onde a factura da insularidade se paga bem cara. Sim, porque isto por cá é o paraíso como dizem os turistas que nos visitam, não temos índices de violência, toxicodependência, crime como temos em Portugal Continental ou noutros países, mas a verdade é que sair de casa e poder olhar o Pico imponente, ver as pastagens verdinhas e as vacas a passear no pasto custa dinheiro.
Não esqueçamos que 99% dos nossos bens de consumo vêm de fora, o que implica custos... basta olhar os folhetos do Modelo... têm preços fantásticos, mas não é cá... é em Lisboa, Porto, Braga... Nós temos que pagar o facto do barco cá vir descarregar.
Como se não bastasse tudo isto, o malfadado PEC, o aumento dos impostos, os despedimentos da função pública, entre outras desgraças que completariam um rol que nunca mais acabaria de enunciar, as mensalidades das escolas dos nossos filhos aumentou drasticamente.
O pior nem é o facto de ter aumentado, porque na privada só está quem quer, porque e escola pública é gratuita.
O pior, o mau mesmo, é ter aumentado e os pais só terem sido avisados em Setembro quando o novo ano lectivo já começou e quando não temos oportunidade de escolha.
As matrículas decorrem em Maio e em Maio, ora nessa altura, os pais pensavam: "pagava 100 euros de mensalidade, fiz contas à vida e sim senhor, vou optar pela privada, dá-me mais jeito os horários, sabemos que os miúdos têm acesso a boa alimentação, etc, afinal 100 euros nem é assim tanto porque se tivesse que ir todos os dias buscá-los para almoçar e depois pô-los, para além do tempo dispensado, os custos também seriam maiores"...
Foi com este pensamento, contando com esses tais cem euros, que matricularam os filhos.
Férias de Verão, interrupção lectiva, Setembro chega e com ele o regresso às aulas e surge a notícia: "a sua mensalidade passará a ser de 200 euros, não podemos fazer nada, foram medidas implementadas pelo Governo que estipulou novas tabelas".
Uma ova!
Isto não pode ser?
As pessoas não podem estar a esticar ordenados, a contar com uma coisa e depois sair-lhes outra pela culatra.
Os pais dos alunos da privada não têm, em Setembro, outra opção senão manter os filhos nos estabelecimentos. Não lhes aceitam os filhos em mais lado nenhum. E agora?
Como vão fazer as famílias que já não podem esticar mais o ordenado?
Sim, porque esta "teoria do esticanço" é complicada... poupa de um lado, deixa coisas supérfluas de que se gosta, como ginásios, idas ao cinema, jantares fora, pensando em dar uma boa educação aos filhos para quê?
Para surgir esta política de incentivo à natalidade tão linda e útil?

Foto Google


Segunda-feira, 20 de Setembro de 2010

Comércio local fechado à hora de almoço

Pois é assim a nossa realidade, a realidade desta ilha pequena e por vezes esquecida no meio do Atlântico que governantes, mas sobretudo os que cá vivem, fazem por ter como esquecida.
Hoje na hora de almoço, 12h30, passei pelas artérias principais da nossa cidade com a ideia de ir comprar umas coisas que me faziam falta lá para casa nas nossas lojas do comércio tradicional mas dei com o nariz na porta.
Quem diz eu diz muitas outras pessoas que somente a essa hora conseguem ter tempo para circular na zona comercial da cidade.
Ora bem, isso no meu entender é uma falta de bom senso tremenda.
Não estou com isto a dizer que os comerciantes e os funcionários do nosso comércio deixem de comer, nada disso, só acho que poderia ser encontrada uma nova estratégia.
Porque é que, em vez de abrirem às 09h00 da manhã não abrem às 10h00 e assim, em vez de almoçarem das 13h00 às 14h00, almoçariam uma hora mais tarde?
Ou mesmo, em estabelecimentos com mais de um funcionário, porque não fazer horas de almoço rotativas.
Opa não me venham com histórias de que não é possível, nem venham depois chorar que as pessoas fogem todas para o hiper, porque sinceramente, é o que merecem com atitudes destas.
Não entendo como é que empresários que têm a coragem de abrir a boca para se insurgirem contra outlets, feiras e tudo mais, são os primeiros a fechar a porta em alturas destas…
Falam dos chineses? É certo que pouco contribuem para a nossa economia, mas esses estão abertos de manhã à noite de segunda a segunda e mal ou bem, ainda vão ajudando a recuperar edifícios degradados da nossa cidade, mas isso, são panos para outras mangas…

Sexta-feira, 3 de Setembro de 2010

Um longo caminho para casa – Danielle Steel



Outro dos livros que me acompanhou neste verão foi o romance de Danielle Steel “Um longo caminho para casa”.
Um livro forte e que mexe com as entranhas de qualquer um. Ninguém conseguirá ficar indiferente ao que esta autora descreve nesta obra.
Confesso que li as primeiras cem páginas com as lágrimas nos olhos e a caixa dos lenços de papel ao lado.
Relata a infância dolorosa, triste e angustiante da pequena Gabrielle que, desde que nasceu foi espancada pela mãe, uma nova-rica frustrada e sem um pingo de escrúpulos.
A pequena Gabrielle sempre se sentiu culpada: culpada pela raiva da mãe, culpada pela fraqueza do pai que assiste a todas as tareias, gritarias, abusos, sem nada dizer.
Foi parar ao hospital com 7 anos de idade, quase morta depois de uma tareia.
O pai, um inútil, ao sentir-se impotente resolve abandonar a família. Nessa altura a mãe “passa-se” e ai sim Gabrielle sofria todo o tipo de humilhações.
A certa altura a mãe resolve abandoná-la num convento e nunca mais quis saber dela.
Gabrielle refugiou-se na escrita e encontra nas suas histórias imaginárias um subterfúgio para a enorme solidão que a consome.
Formou-se na Universidade e, depois de 10 anos a viver no convento resolve tornar-se freira.
Entretanto, envolve-se com um padre de quem engravida. Ele suicida-se e ela, perde o bebé e é expulsa do convento.
Vê-se a braços com uma vida no exterior que não conhecia, sem dinheiro, com 2 vestidos e sem conhecer ninguém…
Aloja-se numa pensão. Começa a trabalhar num café/restaurante. Aos poucos começa a recompor-se, sempre com uma mágoa imensa do passado. Envolve-se com um canalha que vive à sua custa…
Um dos hóspedes da pensão morre e deixa-lhe uma herança que o namorado vigarista tenta roubar, acabando mesmo por espancá-la e deixá-la às portas da morte.
No hospital trava amizade com um médico que acabou por ser a sua tábua de salvação.
Nessa altura, decidida a deixar o passado na prateleira resolve procurar os pais. Descobre que o pai continua o mesmo imbecil e a mãe morrera.
Só depois de resolvidos os fantasmas começa uma caminhada para a felicidade ao lado do seu médico…
Um livro forte… infelizmente existem muitas crianças que são, todos os dias, maltratadas pelos pais. Todos os monstros que fazem isso deviam ler este livro. Pôr-se no lugar das crianças e perceber que quando damos fazem essas barbaridades estão a afectar todo um percurso de vida e personalidade dos seus filhos.
Apesar de ter chorado do princípio ao fim do livro, gostei imenso pela mensagem que passa.
Recomendo.

Quarta-feira, 1 de Setembro de 2010

Porque eu adoro o que faço...




No dia em que completo 6 anos no Semanário Tribuna das Ilhas e 11 no jornalismo faialense…

JORNALISTA não fala – informa
JORNALISTA não come, degusta o produto
JORNALISTA não cheira, sente a fragrância
JORNALISTA não toca, examina o design
JORNALISTA não conquista, é persuasivo
JORNALISTA não tem destino, tem target
JORNALISTA não dá resposta, cria outra pergunta
JORNALISTA não desaparece, trabalha em off
JORNALISTA
não ouve barulho, ouve ruído
JORNALISTA não fala, envia mensagem verbal
JORNALISTA não escuta, descodifica a mensagem
JORNALISTA não tem ideia, tem brainstorm
JORNALISTA não recebe resposta, recebe feedback
JORNALISTA não tem memória, tem repertório
JORNALISTA não lê, decifra código textual
JORNALISTA não é chato, é crítico
JORNALISTA não conversa, faz entrevista
JORNALISTA não tem lista telefónica, tem contactos
JORNALISTA não dorme, faz pausa entre os factos
JORNALISTA não tem olheiras – tem marcas de guerra…
JORNALISTA não tem vida, tem rotina…

Eu adoro isto tudo…

Mesmo sem salário decente, sem diploma…

Segunda-feira, 23 de Agosto de 2010

Luzes do Norte de Nora Roberts



Elegi um romance ligeiro de Nora Roberts como o livro das férias de Verão. Apetecia-me algo ligeiro, leve e que me deixasse sonhar um pouco durante as férias.

Luzes do Norte...

Não me sinto nem um pouco defraudada com a escolha. O livro foi adquirido na Feira do Livro das festas Cais de Agosto, que acontecem em São Roque do Pico nos Açores, e li-o numa semana.

À semelhança de outros livros desta autora, é um romance que põe todos os nossos sentidos a funcionar.

A sinopse dizia : “a vila de Lunacy é a última chance para Nate Burke. Como polícia em Baltimore, assistiu à morte do colega na rua, e a culpa ainda o persegue. Sem mais nenhum lugar para onde ir, aceita a função de Chefe da Polícia nessa pequena e remota vila do Alasca. Quando começa a perguntar-se se a mudança não terá sido um grande erro, um beijo imprevisto e arrebatador na passagem do ano, levanta o seu espírito e convence-o a ficar mais tempo. Meg Galloway, nascida e criada em Lunacy, está habituada à solidão. Era apenas uma jovem quando o seu pai desapareceu e teve de aprender a ser independente, pilotando a sua pequena avioneta e vivendo nos arredores da vila na companhia dos seus huskies. Depois do beijo ao novo Chefe da Polícia, permite-se ceder à paixão. E, agora, as coisas em Lunacy começam a aquecer. Há alguns anos, numa das majestosas montanhas que sombreiam a vila, ocorreu um crime que nunca foi resolvido e Nate suspeita que o assassino continua em Lunacy. A sua investigação vai desenterrar segredos e suspeitas, bem como trazer ao de cima o instinto de sobrevivência que fez dele um dos melhores polícias em Baltimore.”

O enredo acontece no Alasca, e, com uma brilhante capacidade descritiva, a autora transporta-nos para um outro lugar. Confesso que foi no calor das negras pedras da costa picarota que viajei até ao Alasca. Com Steve subi a Sem Nome e encontrei o corpo de Galloway monstruosamente assassinado com uma picareta, 16 anos antes do ano em que decorre a trama.

Senti o frio cortante da neve entrar-me pele adentro, mesmo estando debaixo de um sol escaldante que me deixou com um bronzeado de fazer inveja.

A certa altura fiquei baralhada sobre quem seria o malfadado assassino do pai da protagonista do romance com o chefe de polícia, mas, o final foi soberbo e eliminou quaisquer confusões.

É um livro com mais de 400 páginas mas que se devora num abrir e fechar de olhos.
Recomendo para “aligeirar” mentes saturadas.

Sexta-feira, 30 de Julho de 2010

Novamente no Pico

O mjsfreelancer.blogspot.com esteve inactivo durante quase um ano se não mais…
Não sei se este será o fôlego do regresso mas vou tentar…
Neste ultimo ano tanta coisa se passou, tanta coisa mudou e encontro-me, novamente no Pico a retemperar forças.
Tal como no ano passado tenho que frisar que o Pico é, sem dúvida, uma ilha lindíssima, com um potencial enorme e que, nesta altura do verão, triplica de população.
Este fim-de-semana acontecem as festas de verão do concelho de São Roque do Pico onde estou a ficar.
Esta ilha tem estradas em óptimo estado, podem parecer mentira mas contam-se pelos dedos os buracos que encontro quando me desloco e acreditem tenho cá o carrito e farto me de fazer quilómetros.
Em cada um dos 3 concelhos existem superfícies comerciais de grande dimensão, todas elas com preços muito mais baixos do que no Faial.
Existe boa restauração, boa gastronomia e acreditem também, ainda não vi ninguém mal encarado ou a trabalhar no atendimento ao público de mau humor.

Quarta-feira, 19 de Agosto de 2009

Férias no Pico...


Depois de um ano de trabalho, nada melhor do que uma semana de férias para retemperar forças.

Assim sucedeu comigo como com toda a gente mas, ao invés de partir à descoberta de um destino tropical ou algo que o valha e até porque a actual conjuntura económica que se vive no nosso país a tal não o permite, rumei de armas e bagagens até à ilha Montanha.

E porque férias são férias... recusei-me a cozinhar e passei os dias a passear e a aproveitar as águas calmas do Atlântico para combater o calor.

Cada vez mais há que pôr os olhos no Pico e tentar melhorar a nossa terra.

Não vi uma única estrada em mau estado de conservação. Por todas as zonas balneares em que passei constatei que haviam chuveiros e WC disponíveis.

Outra coisa que me despertou a atenção, positivamente, foi a forma como se vivem as festas naquelas freguesias. É incrível que em cada localidade haja quem esteja disposto a organizar eventos desta natureza, não deixando morrer as nossas tradições. Novos e velhos juntam-se a bailar a chamarrita, aplaudem grupos folclóricos e filarmónicas.

No lugar do Monte, freguesia da Candelária, a moldura humana que se aglomerou ao redor do coreto fazia lembrar os impérios de há 20 anos, quando a televisão só transmitia o canal 1 da RTP e o canal regional e toda a gente fugia de casa para aproveitar o bom tempo e confraternizar.

Dias depois, na Prainha, o cenário voltava a repetir-se. Sem artistas com nomes sonantes do panorama musical português, registe-se.

Ainda sobre a Prainha… é o paraíso na terra e perdoem-me se pareço demasiado maravilhada, mas a verdade é que fiquei encantada com a pacatez daquela localidade. A Poça com as suas águas cristalinas, os currais de vinha que preenchem todos os jardins e arredores das inúmeras adegas que por lá existem. Sem falar, claro, da extraordinária visão de contemplar São Jorge de uma ponta à outra em toda a sua grandiosidade. Dá vontade de comprar um cantinho neste paraíso, aliás, onde muitos são os faialenses que lá passam férias.

A minha nota negativa desta semana vai para a restauração picoense.

Almocei e jantei quase todos os dias em unidades de restauração local e, com alguma tristeza vi que são poucos os locais onde se come bem e é bem servido no Pico, com muita pena minha.

A falta de profissionalismo no mau serviço prestado em alguns casos é para mim a justificação mais correcta e não me venham com a "desculpa" de que é porque há muita gente (leia-se turistas).

Mais, no meu entender, e quando se defende uma política de promoção destas ilhas, é inadmissível que num restaurante dos mais solicitados da zona, não haja um funcionário, já nem exijo todos, mas um, que fale uma língua estrangeira.

Meus amigos, se queremos ter qualidade de serviço, se queremos chamar gente a estas nossas ilhas, isso é algo que não deve nunca acontecer.

Para o ano há mais…

Domingo, 12 de Julho de 2009

Twitter

Bem isto hoje o que está a dar que falar é o twitter.
Toda a gente, mas é que é toda, usa o twitter...
Aderi a esta ferramenta na semana passada e fiquei surpresa ao ver as novelas, é que são autênticas novelas mexicanas com dobragem de má qualidade, com as "twittagens" dos deputados e funcionários do parlamento regional.
É um ataque cerrado de todos contra todos que, meus amigos, me faz em crer que no Parlamento açoriano não se faz "ponta de corno".
Se considero útil? Sim, quando usado para ver os destaques dos OCS regionais e nacionais que são colocados quase ao minuto...

Viagem no tempo...

Algumas das sonoridades que ouvia quando era mais novita e que nunca, mas nunca vão passar de "moda"...
Vou ouvi-las sempre...




Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

Sol ...

O sol já brilha há uns dias e está convidativo a fazer umas tardes de praia mas ainda não consegui ir.
Tenho andado às voltas com trabalho, correrias desenfreadas a tentar encontrar um rumo...
Nesta fase estou à procura de novos desafios profissionais.. Foi uma semana a enviar Curriculum e a ver no que vai dar...
Whish me Luck!

Segunda-feira, 4 de Maio de 2009

Uma das melhores vozes de sempre



Há dias assim.
Voz divinal! e portuguesa

Segunda-feira, 20 de Abril de 2009

Domingo, 19 de Abril de 2009

Sexta-feira, 17 de Abril de 2009

Parabéns Pantagónio!


A "criatura" que dá corpo ao Pantagónio (www.pantagonio.blogspot.com) faz, amanhã dia 18 de Abril, 28 aninhos. 
Como não podia deixar de ser, e como não lhe vou poder apertar as bochechas :-P deixo aqui uma beijoca especial de Feliz Aniversário.
Pantagónio... são 28, não 18!
Bjs

Domingo, 5 de Abril de 2009

Passeio na Caldeira

Um sábado diferente...

Fui passear a pé no perimetro da Caldeira do Faial.

Paz, ar puro e um ambiente indiscritível.

As pernas hoje doem, mas a alma ficou liberta!



Terça-feira, 31 de Março de 2009

Oficialmente Rotaract


Foi no passado sábado que recebi, oficialmente, o PIN dos Rotaract Club da Horta.
Num ambiente acolhedor e familiar, tive a honra de receber o meu PIN das mãos de uma mulher que admiro e estimo muito, a D. Elvira Naia, agora minha Companheira rotária e Madrinha.
Fico muito lisonjeada com tal facto, e, ao contrário do que muitos podem pensar e que, de certo modo, eu, até há bem pouco tempo, também pensava, este não é um clube elitista, nem dos "ricos" que se juntam para jantar". 
Os Rotários têm um lema de vida interessantissimo, que nós rotaractistas, estamos a aprender. 
Solidariedade, formação, compartilha, amor pelo próximo são tudo aspectos que são e devem ser aprofundados quando embarcamos neste "barco".
Espero poder ser e dar um contributo a este clube, o Rotaract Club da Horta.

Segunda-feira, 16 de Março de 2009

Feteira on line na Escola das Grotas

Foi inaugurado na passada semana o Espaço TIC, na freguesia da Feteira, na antiga escola das Grotas. 
Há alguns anos que esta escola deixou de receber alunos e, a partir de agora é o Espaço TIC da freguesia, bem como a Universidade Sénior, o Centro de Convívio de Idosos e o Gabinete de Enfermagem.
O edifício cedido pela Câmara Municipal à Casa do Povo, pelo período de 10 anos, alberga o núcleo de novas tecnologias, denominado “Feteira Online”, futuramente uma universidade sénior, o centro de convívio de idosos, e, a breve tre-cho, a sala de tratamentos médicos, bem como outras iniciativas de natureza social.

A iniciativa é sim senhor de louvar, mas não podia deixar de referir que é com imensa pena que vejo que aquele edifício não é usado como Escola...
Não encaro esta opinião como de um "Velho do Restelo", mas... aquela foi a minha escola primária!
Foi ali que cumpri a instrução e que me comecei a formar para a vida. Durante quatro anos pela batuta da professora Conceição. Foi ali que levei as primeiras réguadas e que aprendi a ler e a escrever.
No meu tempo não tínhamos creche nem sequer um campo de futebol. Era só mesmo a velhinha escola, com uma fotocopiadora que nunca mais me esqueço, à manivela em que tinha que se pôr álcool.
Felicito a autarquia pelo aproveitamento do espaço. Ao menos não ficou abandonado.

Domingo, 8 de Março de 2009

Nova superfície comercial para o Faial

O Faial tem mais ou menos 15 mil habitantes... a ilha do Pico tem outros tantos e tem nada mais nada menos do que 2 hipermercados e, diga-se em abono da verdade, com preços muito mais acessiveis do que o existente na Horta.
Quando em Janeiro último lá estive, conforme deixei post, fui às compras a um deles e notei diferenças abissais. Há, inclusivamente, quem vá do Faial ao Pico fazer as suas compras mensais porque é compensatório.
Será que o Faial não merece uma oportunidade destas?
Será que a população do Faial não tem direito a alternativa?
Não tenho nada contra o comércio tradicional, atenção, e até compro variadas vezes , mas toda a gente sabe que para quem trabalho todos os dias é muito mais cómodo e prático ir a uma grande superfície e comprar tudo no mesmo espaço
Já nem comparo ao continente porque ai morriamos de desgosto... porque o que não falta é oferta.
Um alerta para os nossos empresários e para os governantes, dêem ao Faial o que ele merece.
Seriam mais postos de trabalho, mais movimentação de divas, e, entre muitos outros aspectos que não vou aqui elencar, seria um aumento da qualidade de vida de todos nós.

Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009

Carnaval na Graciosa

Este Carnaval foi deveras diferente.
Fui parar à Graciosa e, para além da alegria contagiante do Carnaval daquelas gentes, tive ainda oportunidade de explorar a ilha.
Pequena, pacata, com quatro mil e poucos habitantes, a Graciosa tem quatro freguesias: Santa Cruz, Guadalupe, Luz e Praia.
Fiquei em Santa Cruz, a vila principal, e a primeira impressão foi logo de uma peculiar movimentação na sua Praça, por sinal, a maior dos Açores. Os mais velhos conversavam sentados nos bancos da mesma, abrigados pelos enormes metrossidos e os mais novos corriam, dando largas à folia própria da idade.
Em frente um lago artificial, que peca apenas pelo mau cheiro que dali advém derivado aos patos e ao lodo que se instala no fundo.
Passeei junto ao mar, e a vista de São Jorge, Pico, Terceira e Faial é magestosa!
O Farol do Carapacho enceta em si próprio uma magia inexplicável. Olhar pelas ravinas e ver o mar a bater na rocha é algo único desta nossa condição de ilhéu, mas deveras vincado nesta terra...


O Ilhéu do Carapacho












O Ilhéu da Baleia foi outro que me deixou estupefacta. O que o poder da lava faz!















A Caldeira é muito diferente da nossa, mas particular. Encerra em si a furna do enxofre e, diga-se em abono da verdade, vale mesmo a pena descer os 184 degraus para ver o que existe lá debaixo. Estalactites ornamentam o tecto da pequena "caverna" onde o cheiro a enxofre não consegue ser superado pela vista soberba de toda aquela natureza. Em tempos, salvo erro 1992, como nos explicou o guia, era permitido andar de barco dentro da mesma, mas um acidente do qual resultaram duas vitimas mortais deram esses passeios por extintos.















Depois o Carnaval... ai o Carnaval... já não me divertia tanto não sei há quanto tempo!
Gente animada, acolhedora e, sobretudo, que nunca baixa os braços e dança até o sol nascer.
Tradições a manter sem dúvida. Cada localidade tem um clube ou sociedade, e cada um deles tem o seu grupo que anima os bailes. Quase todos os clubes foram os grupos das fantasias que "saem" à rua para se mostrar como se brinca ao Carnaval! Domingo é dia de desfilarem todos no Pavilhão Municipal.















Em suma, adorei.
Vim para o Faial com a vontade de lá voltar. Nem que seja para rever os amigos que lá fiz.

Domingo, 1 de Fevereiro de 2009

Nem o frio me demoveu





Nem a vaga de frio que assolou os Açores nestes últimos dias me fez desistir de ir passar o fim-de-semana ao Pico.
Precisava mudar de ares, respirar maresia e acima de tudo encontrar-me e fazer por me encontrarem...
Fugi da rotina, deixei hábitos e tradições e fiz me ao mar que, como as imagens ilustram estava tudo menos "chão", como é usual por aqui se dizer.
Partilha de ideias, pontos de vista e ideologias... afável convívio entre jovens e, sobretudo, momento de paz interior.
Hoje, de regresso, vejo que não passou de um fim-de-semana e a rotina aí está. Amanhã mais uma semana se inicia e a ver vamos se consegui os meus propósitos.
Mais uma vez, e como vem expresso num dos primeiros textos deste blog... Porque tu existes!

Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009

Festa do Chapéu - Espaço



Teve a sua reentré na passada semana e foi, como já nos habituou, um sucesso...
Falo do ESPAÇO, o antigo Espaço Liquido, mas agora num estilo actual, diferente e inovador.
Este fim-de-semana é obrigatório levar chapéu e boa disposição.

Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2009

Ser mulher





Mais uma faialense a coordenar um site deveras interessante para nós mulheres.

Visitem e vejam as inúmeras digas de saúde, beleza, cultura, entre outros.

A responsável é a Lara Campos, que, curiosamente, foi minha colega de liceu... Fico muito contente por ver que está lançada.

Fazendo


http://fazendofazendo.blogspot.com/


Um grupo de jovens do Faial, sim esta terrinha que, segundo alguns, não evoluiu, e em que não se passa nada, lançou um boletim cultural chamado FAZENDO.
Agenda Cultural Faialense - Comunitário, não lucrativo e independente.
O Fazendo está a criar uma mailing list. Se quiser obter a versão electrónica contacte através de: vai.se.fazendo@gmail.com
Direcção
Director Geral: Jácome Armas
Director Editorial: Pedro Lucas

Design e Grafismo
Vera Goulart

Coordernadores
Literatura: Catarina Azevedo
Artes Plásticas: Luís Menezes
Cinema: Luís Pereira
Música: Pedro Gaspar
Ciência: Ricardo Serrão
Ambiente: Rosa Dart

Uma ideia gira e inovadora que vale a pena apoiar!

Terça-feira, 13 de Janeiro de 2009

Sorry!

Este meu cantinho anda desactualizado...
Desde já peço imensas desculpas a todos mas o ano novo não começou da melhor forma para o Tribuna ...
Depois do Natal e de retemperadas forças e quando reunia energias para a bela noite de passagem de ano, cai nos um raio em cima!
Literalmente.
Bem os computadores ficaram todos malucos, passe a expressão... As nossas linhas telefónicas foram afectadas, consequentemente a internet e sobreviveu um computador.
A muito custo lá fiz a paginação, sim porque durante este mês estou confinada a um macintosh e a paginar porque a minha colega está ausente, e o jornal saiu a tempo e horas.
Esta semana as coisas estão a voltar à normalidade. Já tenho o meu portátil novo e espero que me façam a ligação da net o quanto antes.
Está dada a justificação.
Agora voltei em força!
Feliz Ano Novo a todos!

Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008

Peter

"De casa de câmbios a posta-restante, de clube de iatistas a agência de informações, de atracção turística a sala de visitas internacional, "Peter" não é um simples café, mas uma instituição de renome mundial".
Já li, reli e escrevi imensas vezes esta e outras citações sobre o Peter Café Sport e não consigo encontrar palavras que me façam pensar o contrário.
Hoje, recordo com saudade o sr. Peter, o velhinho Sr. José que se sentava todas as manhãs e fins de tarde na mesa dois do Café Sport a cumprimentar com um sorriso aberto todos os que por ali passavam.
Estrangeiros, turistas, velejadores, açorianos e faialenses, para ele eram todos iguais.
Homem de uma sabedoria e cultura geral incrivel. Falava com toda a gente fosse em que lingua fosse e resolvia todo e qualquer problema que lhe fosse colocado.
Isto não é mito, nem "fama" por si só. É verdade. Privei com o Sr. José quase três anos e nunca vi aquele homem mal humorado ou ser rude com ninguém. Muito pelo contrário. Nem quando a doença o começou a ameaçar o vi baixar os braços e deixar de lutar. Sempre de sorriso aberto e um aperto de mão amigo.
Recordo-o com saudade e lembro com tristeza o dia em que nos deixou. "Há quem espere por nós assim, mesmo ao meio da rota do fim. Há quem tenha os braços abertos para nos aquecer e acenar no fim" - Já cantava Luís Represas ainda Trovante, na música que dedicou ao Peter's.
Este meu escrito surgiu a propósito da abertura de uma réplica do Café Sport na Ribeira do Porto.
É importante que não se deixe morrer a memória deste homem, mas também é importante que não se banalize, ou melhor dizendo, vulgarize, aquele que é o "porto de abrigo" de muitos.
Julgo que o seu filho, José Henrique Azevedo, está no bom caminho, perpetuando a imagem que um dia o seu Avô Ernesto Azevedo e o seu pai, tão habilmente construiram e solidificaram.
Ainda hoje continuo a frequentar o Peter Café Sport. Nas longas noites de inverno o seu ambiente acolhedor aquece os corações e é o ideal para dois dedos de conversa.
De Verão, com a sua esplanada, é agradável observar o movimento que ali se gera de locais e estrangeiros. A multiplicidade de culturas, linguas, hábitos e costumes é algo enriquecedor.
Mas é de manhã, ao pequeno-almoço, que dou por mim a olhar a mesa do canto e a saudade faz me lembrar aquele homem de coração grande.
Que a familia continue com o seu legado.

Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2008

Nascido do Magma


Nascido do Magma…
O novo romance de Ruben Rodrigues



“Desgrenhado e semi-nu um grupo de crianças, coberto de pó e caliça, chorava, convulsivamente, ao derredor de uma mulher, ainda jovem, que, petrificada, olhar esgazeado, perdido na imensidão do nada, sentada sobre uma soleira de basalto, comprimia, no seu colo e contra o peito, uma criança de uns cinco anos, inerte, sem vida, rosto e corpo ensanguentados, fazendo lembrar, na angústia do quadro envolvente, a Pietá de Miguel Ângelo”.


Na semana passada recebi com agrado a visita do Professor Ruben Rodrigues, amigo e personalidade que admiro veemente.


Vinha de sorriso rasgado e olhos tristes como lhe é apanágio há uns anos a esta parte. Não que seja uma pessoa carrancuda ou mal disposta, mas porque a vida lhe pregou uma partida que acompanhei quando calcorreava as escadas do velhinho e extinto Correio da Horta.


Iniciei estas lides do jornalismo há dez anos, pelas mestras mãos do professor Ruben Rodrigues... Já o disse antes, mas nunca é demais recordar e agradecer a quem de direito.


Tinha eu 17 anos quando vi um anúncio no Correio da Horta, o único vespertino da Ilha do Faial, a dizer "Gostas de acção? Temos um lugar de jornalista para te oferecer".... Infelizmente, as consequências do sismo de 9 de Julho tinham feito adiar o meu sonho de seguir o ensino superior e pensei porque não?!


Já conhecia a figura daquele homem que andava na biblioteca itinerante da Gulbenkian e que semanalmente que aconselhava sobre que livros ler.


Aos poucos fui me inteirando de como se faziam as notícias, reportagens e entrevistas, sempre com orientação do professor Ruben Rodrigues.


Se há dois anos triste fiquei pelo Correio da Horta ter fechado as suas portas, igualmente triste fiquei quando este homem, o meu grande pilar e referência, abandonou a direcção jornal, anos antes.


Tenho nele uma grande admiração, pela forma como escreve, pela maneira humana como trata as pessoas, pelo sentido de oportunidade e pelo saber que todos estes anos lhe deram.

Receber das suas mãos o "Nascido do Magma", o seu mais recente romance, foi, sem dúvida, um grande presente de Natal.


Sabes que está a preparar mais duas obras deixa-me satisfeita e faço votos para que um dia, consiga voltar às lides jornalistícas.


O Faial só tem a ganhar em ter pessoas como o Professor Ruben Rodrigues. Um ícone de referência por tudo o que passa.


Obrigado!